quarta-feira, 2 de março de 2011

DA ETERNIDADE



 

a eternidade é feita de pássaros
que riem do vôo em falso
dos homens

planar além dos rochedos
é anoitecer
desinteressada perenidade

é não precisar de relógio
pra se descobrir presente

nem contemplar o passado
fez invisível do tempo

o que há de mais seguro
no alvará da incerteza
que levita?

o futuro tem asas
repete o poeta
timidamente

Antônio Mariano Lima

2 comentários:

  1. Um dia podaram as asas
    Esta manhã o pássaro não voou
    culpa do homem?

    Não sei ao certo
    Pois o tempo não passa
    E sem ele, não há como descobrir

    Um dia dilaceraram as asas
    Esta manhã o pássaro não alçou
    Nem sequer respirou

    Estancou no passado
    Sacrificando o presente
    E peregrinou a espera de um futuro

    E hoje, o homem amargurado
    Cheio de incertezas
    Faz de sua vida um observatório

    E espera captar,
    Nem que isso custe-lhe a vida
    O planar da esperança!

    Que outrora viveu,
    Mas não sabe como morreu
    E sonha, que um dia ressuscitará!

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